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Pesquisa de Vitimização PDF Imprimir E-mail
05 de julho de 2010
Senasp lança 1ª Pesquisa Nacional de Vitimização


Foi lançada nessa quinta-feira, 1º, a 1ª Pesquisa Nacional de Vitimização, coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O evento aconteceu no Salão Negro do MJ e contou com a presença do ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto. Clique aqui para visualizar as fotos.

O objetivo da Pesquisa é identificar as condições de vida, os fatores de risco e a percepção sobre segurança pública da população brasileira. Os resultados do levantamento vão subsidiar políticas públicas voltadas para a melhoria da sociedade.

A diretora do Departamento de Pesquisa e Análise da Informação e Desenvolvimento de Pessoal em Segurança Pública, Juliana Barroso, afirmou que inicialmente serão consultados 70 mil cidadãos em 300 municípios brasileiros. “Dentro da metodologia utilizada, este quantitativo representa uma amostra significativa da população brasileira”, afirmou.

O trabalho de coleta de dados terá duração de sete meses. O relatório com o resultado da Pesquisa está previsto para fevereiro de 2011. Durantes as entrevistas, as pessoas vão responder se já foram ou não vítimas de algum tipo de crime e qual o impacto dessa violência em suas vidas.

O coordenador Técnico da Pesquisa, Cláudio Bento, ressaltou o valor do trabalho, lembrando como ele será útil na formulação de políticas públicas. “É a pesquisa mais importante feita no país até hoje, pois vai gerar conhecimento e fazer pensar na segurança pública”, pontuou.
 
Membro do Conselho Gestor da Pesquisa Nacional de Vitimização, a pesquisadora Yolanda Catão ressaltou que esse tipo de pesquisa surgiu em meados dos anos 60, nos EUA. Ela contou que quase todos os países realizam essa pesquisa, e que a inclusão do Brasil nesse quadro vai proporcionar subsídios para os operadores da justiça criminal.

Além disso, por tratar-se de uma pesquisa nacional, a metodologia aplicada vai gerar resultados congruentes, o que até então não existia. “Até agora as informações sobre segurança pública eram muito pontuais. Este levantamento difere em termos demográficos e de realidade – obstáculos que não permitem comparação”, esclarece Yolanda.

A dificuldade de comparar os dados obtidos nas pesquisas realizadas anteriormente por diversos Estados baseava-se no fato de que cada pesquisa era realizada com uma metodologia diferente. "Esse era o maior empecilho. Agora, com uma metodologia única, a Senasp vai ter condições de avaliar o resultado e atuar de forma mais eficiente na peculiaridade de cada Estado e município", reforçou a pesquisadora.

O secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, evidenciou que a pesquisa trará maior conhecimento da população sobre si mesma. Segundo ele, o Brasil dará um salto em termos de segurança pública. “Vivemos um momento de superação de velhos paradigmas, e conseguiremos vencer a deficiência do censo comum e do amadorismo da segurança pública. Não se faz pesquisa sem conhecimento científico”, retomou.

Balestreri fez um balanço entre o passado e o futuro, afirmando que as fontes de informação eram insuficientes, feitas em cima de boletins de ocorrência. “Com esse avanço do Governo Federal, poderemos discutir esse tipo de questão de igual para igual nas futuras reuniões com a ONU (Organização das Nações Unidas)”, afirmou entusiasmado.

 
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